quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
As Dores do Mundo
Todas as dores do mundo
Canhões direcionados e apontados
Toda essa dor do mundo
Punge e arde sobre mim
As feridas e mágoas,
As críticas,
O peso de todo o mundo
Enverga minha alma
A dor do mundo,
Pelo que não fui,
Pelo que esperava
Pelo que poderia ser
Por tudo que não é
E por tudo que não fui
Pelo que me enxergam,
Por como eu me enxergo
Eu vejo o fracasso,
Um mundo tão escasso
Toda a dor do mundo
Minha ferida, aberta
Ardendo, sangrando,
Todas as dores do mundo,
Toda a dor do mundo
Que me punge,
Que ningúem entende,
Que ninguém consegue resolver...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
A Era da Ira
Pontos de vista tão divergentes
Trogloditas que não sabem dialogar
Conviver com opiniões tão diferentes
A palavra atual,
Está em tudo por um clique,
Start para a ira e guerra virtual,
Ódio barato que se multiplique
Direita, esquerda, centro
Já não sei mais pra onde ir
Há tanta mentira espalhada e tanta dor
Bem vindos à era digital do desamor
Pessoas não convivem mais,
Se conectam por algum lugar,
Vomitam a escória de suas almas,
Escondidas atrás de algum LCD ou com algo em mãos....
Que não conseguem mais largar,
Pois as faz não mais pensar,
E assim seguem sem amar,
Aprenderam a não tolerar e apenas odiar
Novas tecnologias agora são novas máscaras
Que permitem vomitar a podridão interior
Ora escondida pela reprovação dos olhares
Agora se compartilham e se multiplicam aos milhares
Na era do ódio,
Da violência,
Do superficial
Virtual...
Virtual é o amor,
Concreto é o ódio
Compartilhado com a violência de um tufão
Em uma difusa e maldosa repercussão
Violência é estimulada
A ira escancarada
Preconceito da massa,
Comunicação na mão errada
Eu só quero sair daqui,
Desligar,
E não me conectar,
Com todo esse ódio
Preciso das coisas mais simples da vida,
Para refletir e esquecer
Que um dia cheguei à triste conclusão:
A HUMANIDADE NÃO EVOLUI RÁPIDO COMO A TECNOLOGIA...
INFELIZMENTE...
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Cercas, grades, limitações
As cercas
Nos cercam às vezes,
E muitas vezes
Vivendo cercados por grades
A cidade, mentalidade
Povo e país,
Condomínio, clube
A igreja e a religião
Povo e país,
Condomínio, clube
A igreja e a religião
Somos prisioneiros
Das convenções e padrões
Que nós mesmos criamos
Das convenções e padrões
Que nós mesmos criamos
A não aceitação
De toda essa doutrinação....
De toda essa doutrinação....
Tudo nos separa por grades,
Essas fases,
Sentimento padronizado,
De apatia e depressão
Sentimento padronizado,
De apatia e depressão
Coletiva,
Insistentemente disfarçada,
Essa propaganda hipócrita do sucesso
Midiática, social, familiar
Insistentemente disfarçada,
Essa propaganda hipócrita do sucesso
Midiática, social, familiar
Puro disfarce....
Esse mundo feito de plástico.....
quarta-feira, 12 de março de 2014
O Auge das Nossas Vidas
O auge das nossas vidas,
É esse lugar calmo, lúdico e feliz
Protegido,
Pelos céus é ungido
Que tal como João,
Venceu o mundo,
Depois de tanta aflição
Tanto sofrer, tanta provação
E nada mais no mundo sangrento lá fora,
Nada mais nos importa,
Esse é o nosso lar, nossa casa,
Para todo o resto fechamos a porta
Nada mais importa
Esse é o auge das nossas vidas,
É para onde transcendemos quando estamos juntos
Nos transformamos em criaturas divinas
Que tal como Isaías e Ícarus
Voamos alto como águias
Nos renovando e nunca ficando exaustos
Andamos juntos,
E nunca nos cansamos
E tal como a Flor de Lótus,
O amor floresce lindo e brilhante,
Em meio à lama do mundo
Maldade, guerras, inveja, ganância
O amor nos protege em um casulo,
E nos faz viajar pelo tempo,
E quando do crepúsculo
Todas as mágoas e sofrimento passados se apagam
E o futuro de luz e anjos se abre
Nosso auge é lindo e digno
Corações não param de emoção
Amor tão longânime e benigno
O mundo para quando te pego pela mão
Obrigado por nos trazer,
Ao auge das nossas vidas
Onde os jardins são verdes e floridos,
Onde as trombetas tocam e os anjos cantam
Que nada nos tire daqui
Que Ele nos deixe aqui....
... no auge das nossas vidas
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Carnificina Institucional
Aí estão,
A pão de ló
Voa no alto
Terno, gravata
Paletó,
Rasante planalto
De alta nata
Estirpe elegante
São tão ilutres
Carne nova,
Jaz putrefante
Vem como abutres
A sangria vai começar.
TV´s. internet, rádio
Rede nacional
O povo
Tão unânime
O Congresso Nacional
É pusilânime
Classe política
Malemolente
Sustenta esse sistema
Tão indolente
A carnificina
Nunca acaba
Grande mídia
Continua pacata
Sangra o povo
A agonizar
Nas veias desse país
Sangue a jorrar
Da justiça que não vem
É letárgica
Cure essa conjuntura
Hemorrágica
A carnificina
Sensacional,
Nada é escondido
É institucional
Grande imprensa
Não posiciona,
Querem manchetes
Não questiona
La vai o cidadão
Alijado
As garatias primárias
Lhe é negado
Cultura é lixo,
Sufocada pelo imediatismo,
Sugada pelo consumismo
Paralisada pelo comodismo
Classe média rasa,
Limitada,
Conservadora,
Mas explorada
Oligarquias oportunistas,
Exploradoras,
Chantagistas
Poderosos e políticos,
Assim se for eleito
Sangram um lindo país
Para próprio proveito
Segue carnificina,
Órgãos vitais,
A falência é múltipla
É viral
Segue o país
Tragicômico
Funcionamento público
Anacrônico
Verborragia
Patriótica
Qualquer mudança
Ilusão de ótica
Sangra o povo
Tudo legitimado
Usurpação
Pelo Estado
Enganação
Nacional
Carnificina
Institucional
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