segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ego




We must just
Put our egos aside,
In order to be together again
Again and forever

We may just,
Lose it all, forget it all
In order to be happy,
In order to be one,

Just put,
What we´ve done so wrong to each other
Put it aside,
Throw it all outside,
Out of your mind,
Out of your heart...

Put all our pride
The one that is killing us,
Put it aside,
All the hurts, all the pain,
What we said so bad
All the misunderstanding,
Bad words spit to each other

Forget it all,
Put it all aside,

So much time,
Lost,
And now where are we going?
Senseless ways,
Lost ways,
We´re wasting ourselves

Put it all aside,
Just forget it all,
Put our egos aside
Should we walk again,
Now and forever
Again and forever
As one

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Indireta




A cutucada,
A pontada,
Esse ranço que não te deixa
A inveja que não nos deixa ser

Já foi disparada,
Como se fosse uma cusparada,
A pontada,
A arma está apontada

Te cutuco,
Finjo estar tudo bem,
Me mordo por dentro,
Me corrói por dentro

Indireta,
A arma covarde,
Não direta,
Falsa, hipócrita e sem fazer alarde

As convenções e pressões sociais nos protegem
Da nossa verdadeira máscara
Da nossa verdadeira verdade e opinião
Guarde pra você!
Não vamos causar uma rebelião

Indireta,
É uma pontada de inveja
A felicidade alheia que lhe afeta
A falta de luz própria
Escuridão que cega

Você nega,
Apodrece por dentro
E venera,
Seu próprio veneno

Indireta,
Sem mais,
Nada a dizer,
Afinal não sou direta

Indireta...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Eterno Etéreo





Quisera,
Que tudo fosse eterno,
Imutável, permanente,
Sublime, etéreo...

Quimera,
Pois tudo é  tão perene,
Tão frágil,
Direção muda,
O destino é ágil

O amor de sempre,
Caduca, esvanece,
Aquele homem com viço
Juventude plena,
Perde o tônus
Esmorece...

Amores,
Sentimentos,
Pessoas,
Namoradas,
Chances...

Tudo se vai,
Tudo se esvai
Não hoje
Nem nunca mais...

A morte,
Concreta, de sentimentos,
De pessoas,
Violência,
Morte de relacionamentos...

Sempre está à porta
Sempre ronda,
Incomoda
Sempre à volta

Algo sempre morre em você mesmo,
A criança que sempre foi,
O jovem contestador,
A energia de outrora,
A aurora!

O amor adolescente,
A vontade de mudar o mundo,
Algum conhecido,
Algum amigo,
Seu parente,
Seu amor,
Você mesmo,

Sempre morre no final...

O mundo não é justo,
Não é certo,
É sempre incerto...

E aqui está você,
Só de passagem,
Para quando?
Não se sabe...

Eterno,
Etéreo
Mistério
Da vida,
Da morte,
De tudo...

sábado, 10 de novembro de 2012

A Deusa Ícarus




Você sempre quis voar,
Ao alto longe,
Nunca quer parar
Para sempre voa avante

Céu azul de brigadeiro,
A vida livre que se encena
Parte o voo derradeiro
Mas suas asas são de cera

E assim mesmo. vai desbravando
Não há mais volta ou como deter
Não adianta falar, é impossível controlar
O plano de voo, seu imenso jeito de ser

Sua mania de querer voar
Sempre tão independente
Vive para querer viajar
Sempre vagar indefinidamente

Você que sempre quer voar
As asas são de cera
Nunca pára pra pensar

Quer furar o céu
Quer tocar o sol...

E, logo quem acha que voou
Asas de cera derretem no calor
Apenas o barco naufragou
Não há mais vida e nem amor

Ícarus realizou seu sonho,
Morreu pela história
Voou e tocou o sol
E agora é apenas memória

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cidade Opressora




Eu vivo na cidade opressora,
É muito grande, há poucos espaços
Tudo lotado,
Carro, gente, trens lotados,
Ônibus cheios,
Prédios,
Prédios,
Prédios,

Asfalto,
Asfalto,
Concreto,
E mais asfalto

Vivo na cidade opressora,
Condomínios fechados,
Carros blindados,
Muros,
Grades,

E o medo...
Medo da situação,
De sair sozinho de noite
De bandidos à solta
E cidadãos de bem presos em suas casas

Cidade opressora,
Não vejo árvores,
Respiro enxofre,
Tento enxergar o céu azul atrás da nuvem marrom

Gente apressada,
Gente estressada,
Carrancuda,
Amedrontada,
Oprimida,

O céu não se vê mais,
Poluição e novos prédios
Mil parcelas,
Menos verde
Menos verde,

Mais gente,
Menos civilidade,
É muita gente
Oprimida,
Comprimida,
Tão sofrida....

A verdade percursora
A cidade é opressora...