terça-feira, 28 de junho de 2011

O Viajante



O andarilho,
Deseja viajar,
Sair,
Fugir

Desse modo de vida organizada,
Toda padronizada e quadrada
Pessoas que criam raízes
E vivem se julgando

O viajante,
Andarilho,
Deseja correr,
Acalmar seu coração
Tão ávido por algo novo

Carro, casa
Cargo
Isso não o fascina,
O que o fascina
É a aventura,
Toda a cultura que o mundo pode oferecer

Deixa seus filhos pelo mundo
Enquanto viaja sem fim
Ásia, Europa, América
Austrália
Todos os lugares e todas as praias

Toda a natureza,
Toda a beleza do mundo
Pra se admirar
Sua riqueza, seu patrimônio
São sua história,
Suas aventuras

Os amores
Deixados por ae,
Mil histórias
Não tem propriedades,
Mas fala com propriedade
Sobre as maravilhas do mundo

E o viajante,
Deseja viajar,
Fugir, correr
Se entreter,
Entender,
Mais desse mundo louco....

O viajante,
Segue
A viajar
Em algum lugar...

sábado, 18 de junho de 2011

O Castigo dos Céus



Assim o mundo vos ensinais,
Jogando o tempo todo,
Flertando com a maldade
A bajulação barata

Assim vos ensinais o mundo
Trouxa é o honesto
O bom é o desonesto
Assim que é bom

Assim o mundo vos trazeis
Crianças eternas
Pensando que são reis
Não suportam a negação

Ensinai-vos todos
Tanta maldade,
Tanta hipocrisia
Tanta falsidade

Ensina-me, ó mundo
Como não me perder!
Como não ser assim!
Como fugir?

Assim o mundo vos ensinais,
Amizades e gestos artificiais,
Banais

Assim o mundo vos ensinais,
Que conseguirás vossa promoção,
Por jogo sujo e bajulação,
Obtereis vosso sucesso,
Se entregando ao fisiologismo

Assim a vida vos ensinais,
Ser humano,
Corrupto e perdido,
Submisso,
Perda total da alma,
De valores
Do berço
Da família

Vos ensinais céus!
Que o mundo não era para ser assim
Que tudo foi o desvio dos homens
A maldade dos homens
O castigo dos céus

Acometendo-se sobre nós
Poucos trouxas e honestos
A passar tantos tormentos,

Sofrer, sofrer, sofrer
Até quando?
E para quê?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mágoas




Mágoas,
O que não se pode falar,
O que não se pode dizer
Em nome do bem entre todos

O que tem que se esconder
O que não se pode assumir
Pelo bem de todos

E assim temos que tocar
Cada um nas suas diferenças
Diferentes pensamentos,
Diferentes crenças

É assim que temos que viver
Nesse equilíbrio de forças
Cada uma puxando de um lado
E desgastando, arranhando,
Pouco a pouco

Tanta coisa entalada
É assim que temos que seguir
Pelo nosso bem
Pelo bem de todos
Pela humanidade

Sossegue,
Acalme seu coração,
Esqueça,
Apague a mágoa

Levante,
Siga em frente
Cure suas feridas
Agora tão expostas

Esqueça,
Levante a cabeça
Senão nunca acaba,

Esqueça....