quarta-feira, 18 de julho de 2007

Carta para a Oceania


Ei você,
Que parte assim tão depressa
Como quem tem tanta pressa
Tão depressa e tão de repente
Como quem me parte ao meio nessa
E leva parte de mim consigo

Você,
Que passa assim tão longe
A milhares de quilômetros daqui
E eu passo mal só de pensar
Por favor,
Arrume um remédio que faça passar
A imensa vontade de estar contigo

Deste lado do oceano que nos separa
É a vida que anda tão sofrida
É o esboço do projeto que não funciona
É a dor aberta da eterna ferida

São todas essas pessoas medíocres
É toda essa realidade triste
É a convivência diária com o cinismo e a hipocrisia
É o avesso do bom senso que ainda persiste

Ei você,
Que um pouco a salvo está de tudo isso
Me deixe salvo de todo esse desperdício
Diário cotidiano desnecessário
Enfadonho rotineiro compromisso
Salvo engano despenco nesse precipício

Você,
Me liberte de tudo e me deixe leve
Leve minha tristeza para longe
Vai,
E também toda essa saudade que eu sinto,
Só de leve

Que ainda te espero uma volta
Que ainda nas voltas do mundo
Vale a pena a espera
Espero que ainda dê certo
Todo tempo que te esperei de volta

3 comentários:

Karina disse...

Que bonitinho....
Achei que você não escrevia bem assim.
Parabéns sua peste!!

««Japønegø»» disse...

É isso aí, quero ver posts todo dia...heheheh
Falow

Juliana disse...

Oi, adorei!!! Queria eu poder escrever assim!!!!