sexta-feira, 11 de abril de 2014

Cercas, grades, limitações




As cercas
Nos cercam às vezes,
E muitas vezes
Vivendo cercados por grades

A cidade, mentalidade
Povo e país,
Condomínio, clube
A igreja e a religião

Somos prisioneiros
Das convenções e padrões
Que nós mesmos criamos

A não aceitação
De toda essa doutrinação....

Tudo nos separa por grades, 
Essas fases,
Sentimento padronizado,
De apatia e depressão

Coletiva,
Insistentemente disfarçada,
Essa propaganda hipócrita do sucesso
Midiática, social, familiar

Puro disfarce....
Esse mundo feito de plástico.....

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Auge das Nossas Vidas




O auge das nossas vidas,
É esse lugar calmo, lúdico e feliz
Protegido,
Pelos céus é ungido

Que tal como João,
Venceu o mundo,
Depois de tanta aflição
Tanto sofrer, tanta provação

E nada mais no mundo sangrento lá fora,
Nada mais nos importa,
Esse é o nosso lar, nossa casa,
Para todo o resto fechamos a porta

Nada mais importa
Esse é o auge das nossas vidas,
É para onde transcendemos quando estamos juntos
Nos transformamos em criaturas divinas

Que tal como Isaías e Ícarus
Voamos alto como águias
Nos renovando e nunca ficando exaustos
Andamos juntos,
E nunca nos cansamos

E tal como a Flor de Lótus,
O amor floresce lindo e brilhante,
Em meio à lama do mundo
Maldade, guerras, inveja, ganância

O amor nos protege em um casulo,
E nos faz viajar pelo tempo,
E quando do crepúsculo
Todas as mágoas e sofrimento passados se apagam
E o futuro de luz e anjos se abre

Nosso auge é lindo e digno
Corações não param de emoção
Amor tão longânime e benigno
O mundo para quando te pego pela mão

Obrigado por nos trazer,
Ao auge das nossas vidas
Onde os jardins são verdes e floridos,
Onde as trombetas tocam e os anjos cantam
Que nada nos tire daqui
Que Ele nos deixe aqui....

... no auge das nossas vidas


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carnificina Institucional






Aí estão,
A pão de ló
Voa no alto

Terno, gravata
Paletó,
Rasante planalto

De alta nata
Estirpe elegante
São tão ilutres

Carne nova,
Jaz putrefante
Vem como abutres

A sangria vai começar.
TV´s. internet, rádio
Rede nacional

O povo
Tão unânime
O Congresso Nacional
É pusilânime

Classe política
Malemolente
Sustenta esse sistema
Tão indolente

A carnificina
Nunca acaba
Grande mídia
Continua pacata

Sangra o povo
A agonizar
Nas veias desse país
Sangue a jorrar

Da justiça que não vem
É letárgica
Cure essa conjuntura
Hemorrágica

A carnificina
Sensacional,
Nada é escondido
É institucional

Grande imprensa
Não posiciona,
Querem manchetes
Não questiona

La vai o cidadão
Alijado
As garatias primárias
Lhe é negado

Cultura é lixo,
Sufocada pelo imediatismo,
Sugada pelo consumismo
Paralisada pelo comodismo

Classe média rasa,
Limitada,
Conservadora,
Mas explorada

Oligarquias oportunistas,
Exploradoras,
Chantagistas

Poderosos e políticos,
Assim se for eleito
Sangram um lindo país
Para próprio proveito

Segue carnificina,
Órgãos vitais,
A falência é múltipla
É viral

Segue o país
Tragicômico
Funcionamento público
Anacrônico

Verborragia
Patriótica
Qualquer mudança
Ilusão de ótica

Sangra o povo
Tudo legitimado
Usurpação
Pelo Estado

Enganação
Nacional
Carnificina
Institucional

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Eu ficaria...



Falaria com você a noite inteira,
Te olharia essa madrugada inteira,
Te esperaria pela vida inteira,
Te acolheria pela eternidade inteira...

Te amaria,
Debaixo do luar,
À beira do mar,
Em solo lunar,
Em todo o sistema solar

Escreveria pra você
Mil poesias por você
A obra inteira da minha vida pra você
Um best-seller pra você

Abraçado assim a noite inteira,
Te vendo acordar a semana inteira
Ouvir seu suspiro minha vida inteira
Te desejar essa eternidade inteira...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Não Pertencimento



Não pertenço a aqui,
Não pertenço a esse lugar,
Toda essa gente malandra e maldosa
Esses costumes tacanhos e ultrapassados

Não,
Eu não pertenço,
Não me reconheço aqui,
A essa gente de mente restrita
A era da maldade infinita

Não,
Não pertenço,
À terra dos corruptos,
Era de marketeiros,
À idade da fama efêmera,

Não pertenço e não aprecio
A rádio das músicas sem alma
Sem razão,
Sem melodia,
Harmonia
Ou sentimento

Ou seriam danças? (de acasalamento...)

Não pertenço,
À mentalidade do fim sem passar pelos meios,
Do destino sem o desfrute do caminho,
À vida sem a compreensão das pedras dessa jornada

Não pertenço,
À moral hipócrita que me cerca,
Policiamento, julgamento, cerceamento,
Círculos sociais cada vez mais quadrados,

Empresas,
Amigos,
Grupos,
Família...

Igrejas,
Religiões,
Casamentos...

Repartições,
Instituições,
Políticos,
Partidos,
Pessoas....

Se perdem das suas origens e sentido
Te sufocam julgam, cerceam,
Separam e segregam...
Fofocas e intrigas...
Você não sabe a quem respeitar e nem por quê respeitar,
Regras e códigos secretos para justificar a existência de tudo isso

Você não se reconhece mais,
Não pertence mais,
A tudo que criaram para tentar te encaixar,
A complexidade do seu ser não cabe em nenhum desses rótulos

Eu não pertenço
À cultura da "Lei de Gerson" generalizada
Banalização do sexo,
À mentalidade egoísta e aproveitadora

Menosprezo, desleixo, vaidade
Idéias fúteis, superficiais, baratas....
Não pertenço,
Não reconheço

Quero a era da verdade,
Do olho no olho,
Papo reto,
Solidariedade
Amor ao trabalho,
Bom coração

Justiça,
Verdade,
Transparência

Aí sim,
Vencerei,
Me reconhecerei
Feliz serei...

Não quero desdenhar,
Maltratar,
Mal falar,
Mal dizer....

Só quero me sentir aqui,
Me reconhecer,
Pertencer...

Só isso....